Advogados e serventuários são presos em operação que prendeu Marcos Valério
Operação “Terra do Nunca” foi deflagrada na Bahia, Minas Gerais, e São Paulo
A operação “Terra do Nunca”, deflagrada pela polícia nos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, prendeu 15 pessoas na manhã desta sexta-feira (2). Além do publicitário Marcos Valério, apontado como operador do mensalão, foram presos empresários, latifundiários, advogados e serventuários da Justiça.
Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de aquisição de papéis públicos para grilagem de terras no município de São Desidério, a 887 km de Salvador. Foram cumpridos 23 mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Gabriel Moraes Gomes, da comarca daquela cidade.
Marcos Valério foi preso em Minas Gerais e será transferido para Salvador
As investigações, que duraram 17 meses, foram coordenadas pelo Departamento de Polícia do Interior (Depin) e presididas pelo delegado Carlos Ferro, titular da Delegacia Territorial (DT) de São Desidério. Segundo o delegado, a quadrilha lavrava de forma fraudulenta diversas escrituras públicas de compra e venda nos cartórios de Barreiras e São Desidério.
Marcos Valério foi preso em Minas Gerais e será transferido para Salvador
As investigações, que duraram 17 meses, foram coordenadas pelo Departamento de Polícia do Interior (Depin) e presididas pelo delegado Carlos Ferro, titular da Delegacia Territorial (DT) de São Desidério. Segundo o delegado, a quadrilha lavrava de forma fraudulenta diversas escrituras públicas de compra e venda nos cartórios de Barreiras e São Desidério.
Investigadores e promotores estão fazendo buscas nesta sexta-feira (2) no Ofício de Registro de Imóveis de São Desidério e no Tabelionato do 2º Ofício de Notas da Comarca de Barreiras, nos quais os servidores estão sendo alvo de vários inquéritos policiais, tendo como base falsificação de documento público, falsidade ideológica, corrupção ativa e formação de quadrilha.
Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil, Marcos Valério está sendo transferido para Salvador. Foram presos na operação:
Minas Gerais
Marcos Valério Fernandes de Souza – empresário (publicitário)
Ramon Hollerbach – empresário (publicitário)
Francisco Marcos Castilho Santos – empresário (publicitário)
Margaretti Maria de Queiroz Freitas – empresária (publicitária)
São Paulo
Marcus Vinicius Rodrigues de Martins - empresário
Bahia - Barreiras
Leonardo Monteiro Leite – advogado
Ana Elizabete Vieira Santos - ex-tabeliã (mãe do piloto de fórmula 1, Luiz Razia)
Nadir de Oliveira Tavares Botelho – serventuária da justiça
Nilton Santos de Almeida – empresário (bacharel em Direito)
Adroaldo Moreira da Costa – agricultor
Raimundo Varques Gonçalves Lima – empresário
Adilson Francisco de Jesus
Gilkison Botelho dos Anjos, conhecido como “Chiquinho”
João Onivaldo Faccio
Ronaldo da Silva Schitine
Marcos Valério Fernandes de Souza – empresário (publicitário)
Ramon Hollerbach – empresário (publicitário)
Francisco Marcos Castilho Santos – empresário (publicitário)
Margaretti Maria de Queiroz Freitas – empresária (publicitária)
São Paulo
Marcus Vinicius Rodrigues de Martins - empresário
Bahia - Barreiras
Leonardo Monteiro Leite – advogado
Ana Elizabete Vieira Santos - ex-tabeliã (mãe do piloto de fórmula 1, Luiz Razia)
Nadir de Oliveira Tavares Botelho – serventuária da justiça
Nilton Santos de Almeida – empresário (bacharel em Direito)
Adroaldo Moreira da Costa – agricultor
Raimundo Varques Gonçalves Lima – empresário
Adilson Francisco de Jesus
Gilkison Botelho dos Anjos, conhecido como “Chiquinho”
João Onivaldo Faccio
Ronaldo da Silva Schitine
Jovem desaparecida é encontrada morta dentro de reservatório de água na Fazenda Grande
O principal suspeito do crime é um dos três ex-namorados da vítima. Ela foi vista pela última vez pegando um táxi em um posto de gasolina no Dique do Tororó na segunda-feira (28)
Kivia Souzakivia.souza@redebahia.com.br
O corpo de uma jovem foi encontrado na tarde desta quinta-feira (1º) dentro de um reservatório de água de um imóvel na Fazenda Grande do Retiro. Larissa Bitencourt Lemos, 19 anos, estava desaparecida desde a madrugada do dia 28 de novembro, quando voltava pra casa depois de participar da Caminhada do Samba, no Campo Grande. O corpo de Larissa permanece no Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde está sendo feita a perícia.
O corpo de uma jovem foi encontrado na tarde desta quinta-feira (1º) dentro de um reservatório de água de um imóvel na Fazenda Grande do Retiro. Larissa Bitencourt Lemos, 19 anos, estava desaparecida desde a madrugada do dia 28 de novembro, quando voltava pra casa depois de participar da Caminhada do Samba, no Campo Grande. O corpo de Larissa permanece no Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde está sendo feita a perícia.
Segundo o delegado Alex Gabriel Chehade, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Larissa foi vista pela última vez por volta das 0h30 de segunda-feira (28), no Posto BR, no Dique do Tororó, quando entrava em um táxi para voltar para a casa em Fazenda Grande, onde morava com a avó. Larissa era funcionária da loja de conveniência do mesmo posto, mas não estava trabalhando.
Na tarde de ontem, o corpo de Larissa foi encontrado pelo dono do imóvel que iria passar por reformas. Ele fazia uma vistoria no local para planejar a obra quando sentiu um cheiro forte na região do quintal da casa. Segundo a polícia, o dono do imóvel chegou a confundir com cheiro de animal morto, mas ao remover a tampa do reservatório, percebeu que havia um corpo em avançado estado de decomposição. Apesar do resultado da perícia ainda não ter sido concluído, não havia marcas de tiros no corpo da jovem ou de violência.
O corpo de Larissa foi reconhecido pela família, que acompanhava as buscas junto com a Polinter, desde o início da semana. Ainda de acordo com a polícia, foram encontrados objetos pessoais de Larissa na região do imóvel, como sandálias, chaves de casa e do trabalho.
SuspeitasA jovem havia terminado o relacionamento para ficar com outro homem, mas continuava mantendo relações amorosas com o ex. Segundo Chehade, os dois sabiam dos relacionamentos simultâneos e costumavam discutir um com o outro por telefone.
O namorado de Larissa tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas e diversas denúncias de agressão e ameaças de morte registradas na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) por Larissa. Recentemente a jovem havia terminado com os dois para ficar com um terceiro homem. Quando ele descobriu que ela o traia com os dois ex-namorados decidiu terminar o relacionamento. A polícia não divulgou o nome dos três homens. O segundo namorado é apontado como o principal suspeito do crime e está foragido.
Laudo aponta marcas de agressões em mulher que denunciou Marcelinho Paraíba
Resultado de exame de corpo de delito foi entregue à Delegacia da Mulher. Segundo laudo, advogada tem hematomas no pescoço e corte na boca
O exame de corpo de delito feito pela Unidade de Medicina Legal (UML) de Campina Grande aponta marcas de violência física no corpo da advogada de 31 anos que denunciou o jogador Marcelinho Paraíba de tentar estuprá-la. De acordo com a delegada da Mulher Herta de França Pereira, designada pela Secretaria Estadual de Segurança Pública para investigar o caso, o laudo informa existirem marcas de agressões na cabeça, hematomas no pescoço e corte na cavidade interna da boca da vítima, o que indicaria algum atrito superficial. Ainda segundo ela, a análise mostra que não houve conjunção carnal.
Na manhã da quarta-feira (30), Marcelinho Paraíba foi preso em flagrante em seu sítio em Campina Grande e levado para a Central de Polícia Civil, depois de ser denunciado pela advogada e por um irmão de 'criação' dela, o delegado Rodrigo Pinheiro. Eles argumentam que Marcelinho teria beijado a mulher à força e puxado os cabelos dela durante uma festa na granja.
A vítima atendeu à ligação da reportagem, mas disse que não queria comentar o assunto. Ela se restringiu apenas a dizer que está muito constrangida com tudo o que aconteceu e que só falaria em juízo.
Já o advogado de Marcelinho Paraíba, Afonso Vilar, disse que o laudo é apenas uma prova material que não comprova nenhuma culpa do jogador. “Agressões foram comprovadas, mas vamos discutir em juízo se elas foram provocadas por Marcelo ou de qualquer outra forma”, afirmou.
Em entrevista coletiva na sede do Sport Clube do Recife na quinta-feira (1º), o jogador tratou o assunto como 'página virada', reafirmou sua inocência em relação à acusação de tentativa de estupro e alegou que só soube do que se tratava quando chegou à delegacia. Ele garantiu que conhecia a vítima apenas de vista. "Não tinha nenhum relacionamento com essa mulher, já tinha visto ela junto com ele [o irmão, o delegado Rodrigo Pinheiro], mas não tínhamos relacionamento nenhum", disse.
Indiciado por estupro, o jogador passou 12 horas detido na carceragem da Central de Polícia e no Complexo Penitenciário do Serrotão, mas recebeu alvará de soltura por volta das 17h30 (horário local). O juiz da 5ª Vara Criminal de Campina Grande, Paulo Sandro de Lacerda, argumentou que o atleta não representa risco à sociedade, tem residência e emprego fixo e, por isso, poderia responder às investigações em liberdade.
Além de Marcelinho, três amigos dele foram presos e indiciados por resistência à prisão e desacato. Eles pagaram fiança de R$ 1 mil cada e foram liberados ainda na tarde da quarta-feira.
Paralelamento às investigações do suposto estupro, a Corregedoria da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba abriu procedimento para apurar a conduta do delegado Rodrigo Pinheiro. Ele é suspeito de disparar tiros durante a festa de Marcelinho Paraíba. Além disso, chegou a ameaçar jornalistas que faziam a cobertura do caso em Campina Grande. As informações são do G1.


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