Oficial do Dia do 15º BPM foi omisso e conivente com prisão de jornalista
Ao receber o profissional de Imprensa,na Companhia de Polícia Militar do bairro da Conceição, o Oficial do Dia ouviu atentamente a versão apresentada pelo Soldado Dutra, limitando-se a dizer que Benedito “estava exaltado” e convidou uma viatura para levá-lo ao Complexo Policial. Ele se recusou a ouvir a versão do jornalista, de que estava sendo vítima de constrangimento e prisão arbitrária.
Antes, ele teve o cuidado de mandar apenas o soldado Dutra ao Complexo Policial, acompanhado de mais quatro PMs. Por determinação do Oficial do Dia, os três outros policiais que tiveram participação da ação arbitrária permaneceram no Módulo do Conceição.
Este é o cara:Soldado PM Bernardo Cerqueira Dutra, violento, covarde e mentiroso
Truculento e arrogante, Dutra que durante a ação covarde estava acompanhado de mais três PMs – cuja identidade está sendo levantada pelos advogados do jornalista – de maneira irresponsavelmente, apresentou três versões. Todas elas mentirosas e levianas.
Em depoimento ao delegado Marlos Macêdo, o PM Dutra disse que Benedito “estava atrapalhando o andamento da abordagem. O conduzido estava muito próximo quando abordamos os rapazes, pedimos para ele sair, ele disse que não ia sair dessa porra”.
Dutra disse ainda que Ederivaldo Benedito não portava nenhuma identificação para se manifestar como profissional de imprensa. Mentiu mais uma vez. Em nenhum momento os PMs pediram que Benedito se identificasse e este só disse que era profissional de Imprensa quando se dirigiu ao Oficial do Dia, no Módulo do bairro Conceição.
O PM só soube que Ederivaldo Benedito estava sem identificação no Complexo Policial, quando o escrivão a solicitou, para fazer a qualificação. “Se você está sem identidade, você não ninguém”, sendo interpelado pelo jornalista. “Você me respeite e cale a boca, porque aqui eu represento o Estado e você não é ninguém”. Mesmo algemado, o profissional de Imprensa não se intimidou e, mais uma vez, disse que Dutra estava agindo de maneira arbitrária.
Disse ainda que “ao solicitar que o conduzido saísse da localidade, ele levantou os dois punhos, simulando que iria partir para a briga. Nesse momento, demos voz de prisão e houve resistência”.
Quando tirou as fotos da abordagem policial, Benedito estava no meio da avenida Aziz Maron, cerca de dez metros de distância dos PMs, que se dirigiram ao jornalista. Um deles, com dedo em riste e de maneira violenta mandou apagar as fotos e tentou tomar as máquina das mãos do jornalista. No momento da ação covarde, cerca de 300 pessoas estavam na avenida.
A versão é contestada por cerca de 30 pessoas, que conheciam Benedito e testemunharam o fato, dentre elas um repórter-fotógrafo. Pedro Augusto Benevides acompanhou todo o caso e tirou um sequência de mais de 50. Trinta e sete delas estão postadas na “Cobertura de Eventos” do BLOG DE BENÉ.
Os PMs tentaram aplicar golpes de cacetes no jornalista, aplicar spray de pimenta e algemá-lo para com as mãos para trás. “É para você, sem vagabundo respeitar o trabalho da Polícia. Agora você está preso e pode ligar pra quem quiser, até para o papa”, bradou Dutra ao jornalista.
Em tom irônico, provocador e ameaçador, o soldado Dutra disse que queria ver a fotografia dele nos blogs de Itabuna. A pedido, sua imagem está postada no BLOG DO BENÉ e no perfil de Ederivaldo Benedito no Facebook.
Itabuna: Entidades e políticos repudiam ação violenta da PM contra jornalista
"O radialista Frankvaldo Lima, presidente do Sindicato dos Radialistas de Itabuna está de parabéns pelo apoio prestado ao jornalista Ederivaldo Benedito".
Jornalista, radialista, bacharel em Direito e estudante da Uesc, Benedito foi agredido física e moralmente por quatro PMs lotados no 15º Batalhão, quando fazia a cobertura fotográfica da parada gay.
Sindicato dos Jornalistas do Estado da Bahia, Associação Bahiana de Imprensa-regional sul, Sindicato dos Radialistas de Itabuna, subseção de Itabuna da Ordem dos Advogados do Brasil, Associação dos Funcionários da Ceplac e Diretório Central da Uesc são algumas das entidades itabunenses que repudiaram à agressão.
Na noite do domingo, dia 16, Benedito recebeu manifestação de solidariedade dos deputados Geraldo Simões (federal-PT) e Augusto Castro (estadual-PT); do presidente do PMDB de Itabuna, Renato Costa; do publicitário Silvio Roberto Oliveira, diretor da Associação Comercial de Itabuna; do ex-chefe da Direc-7, Francisco Carlos, e do ex-prefeito de Itapé, Pedro Jackson-Pedrão.
O dr. Andirlei Nascimento, presidente da OAB-Itabuna, é um dos advogados de Ederivaldo Benedito, e o radialista Frankvaldo Lima, presidente do Sindicato dos Radialista, acompanharam o caso no Complexo Policial, assim como inúmeros amigos e familiares do jornalista. A agressão sofrida por Benedito repercutiu em todo o Estado. O caso foi divulgado em todos os blogs de Itabuna e está sendo acompanhada nas redes sociais, dentre elas, o Facebook. Centenas de colegas de profissão repudiaram a ação da PM itabunense.
Traficante e dono de distribuidora de bebidas é assassinado onde vendia drogas
O comércio onde Adjovanio foi morto servia de fachada para a venda de crack e cocaína
O comerciante e suposto traficante Adjovanio Fagundes Andrade, de 45 anos, foi assassinado com três tiros dentro de sua distribuidora de bebidas. O crime aconteceu na Rua Samuel Luna, no bairro Lomanto, por volta das 21 horas, desta segunda-feira (17).De acordo com as informações de testemunhas, os assassinos estavam em um veículo de cor prata, desceram, invadiram o estabelecimento comercial e executaram Fagundes. A vítima chegou a tentar fugir, saindo do balcão para dentro de casa, mas não houve jeito, sofreu tiros nas costas e no peito.
Conforme a polícia apurou ainda no local do crime, o comerciante vendia bebida na distribuidora apenas para camuflar a venda de drogas. Durante o levantamento cadavérico foram encontrados 35 papelotes de cocaína, dinheiro e três aparelhos de celulares.
A motivação da morte seria um desentendimento entre a vítima e um traficante conhecido como “Jack Bombom”, este preso no Conjunto Penal de Itabuna, segundo os primeiros relatos colhidos pela polícia.
Reincidência
Nessa mesma distribuidora policiais militares encontraram pedras de crack e cocaína escondidas entre as bebidas durante a operação Nazireu deflagrada em 2010+ Na ocasião Adjovanio Fagundes chegou a ser conduzido para o Complexo Policial.
Na época a PM já tinha recebido diversas denúncias que a distribuidora servia apenas de fachada para a comercialização de entorpecente.
Assassinos de balconista continuam impunes em Itabuna
Os bandidos mataram o balconista de forma covarde com um tiro na cabeça
“A sensação é de impunidade, meu irmão foi assassinado covardemente há quase dois meses e até agora os culpados não foram presos para nossa dor ser amenizada”.
Esse é o sentimento da família de Miraldo Brito de Carvalho, de 40 anos, morto com um tiro no dia 24 de agosto, no bairro Nova Itabuna. A família que clama por justiça entrou em contato com a nossa reportagem para expandir o grito de socorro e justiça. “A gente apenas houve aos quatro cantos que esses mesmos bandidos continuam assaltando, até quando?”, questiona.
O local onde aconteceu o crime seria o último a ser pensado por um homem para ser vítima de tamanha brutalidade - o seu ambiente de trabalho. Pois é, essa abstrata segurança foi contrariada com a morte do balconista.
Crime
O pai de família estava atrás de um balcão na loja de peças Nailton, quando sofreu um tiro na cabeça. O fato ocorreu por volta das 15 horas, em pleno horário de movimento comercial naquela localidade. Mesmo assim, três bandidos não se intimidaram e invadiram a loja espalhando terror. “Todo mundo quietinho aí, é um assalto”.
Durante a movimentação dos marginais, entre eles, dois adolescentes, Miraldo se movimentou bruscamente, levantando a camisa para mostrar que tinha apenas um aparelho de celular na cintura, foi o seu último gesto. O bandido, temeroso, covardemente deflagrou um único disparo, e certeiro. O homem morreu ali mesmo, diante dos assaltantes e dos colegas de trabalho.
O fato teve repercussão estadual, dias depois um adolescente foi apreendido, mas liberado após depoimento. A polícia não tinha em mãos, um mandado de busca apreensão, pois ainda não existia a identificação do mesmo. Para a revolta de todos, policiais e família, o pequeno marginal saiu da cadeia ao lado da mãe e uma irmã dando risadas.
As diligências continuaram, porém, as investigações apenas apontam um assaltante conhecido como “Tela”, morador do bairro palco do crime. No entanto, ele e os comparsas não foram localizados.
Família
Miraldo Brito era casado e deixou duas filhas. Para suas irmãs e irmão, ele era a coluna da família, aquele que resolvia tudo. A falta que ele faz aos seus amigos e parentes pode ser vista em depoimentos publicados nas redes sociais.
“O coração dói, você teve que partir...
Se era chegada a sua hora...não sabemos...
Somente Deus ousa explicar...
“Tudo é do Pai” e foi muita presunção da nossa parte achar que um anjo bom como você iria permanecer muito tempo nesse imenso e sofrido campo de provas: O Planeta Terra.
Onde tivemos a felicidade e a alegria de viver e conviver contigo,
De te amar e sermos amados por você na mesma intensidade...
E depois da tua partida com certeza está havendo festa no céu
Pois Deus decidiu que era chegada a hora dos anjos experimentarem dessa mesma felicidade...e só nos resta dizer...ATÉ BREVE MIRALDO.”
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