ASSALTO MILIONÁRIO NO BANCO ITAÚ DA AVENIDA PAULISTA PODE TER ENVOLVIMENTO DO GERENTE DA AGÊNCIA

Desde que soube do roubo do banco Itaú na avenida Paulista, um casal que tinha diamantes, dinheiro e documentos nos cofres particulares da agência havia mais de 20 anos não dorme mais em casa.
Os dois --um empresário e uma advogada-- preferem não se identificar. Dizem que os documentos informavam telefones e endereços. "Podem vir atrás de mim", diz o empresário.
"Acho que foi o maior roubo que já existiu, pois qualquer diamante custa muito", afirma o empresário. Seu prejuízo, diz, supera R$ 1 milhão.
Eles não tinham seguro individual do cofre. Vão receber, portanto, só os R$ 15 mil que o banco Itaú está pagando a todas as vítimas. Eles dizem que só ficaram sabendo do assalto quatro dias após a ação, por meio de amigos.
Em nota, o Itaú disse ontem que "está atendendo de forma exclusiva e cuidadosa os clientes impactados, que correspondem a 5% do total de cofres mantidos na agência".
ASSALTO
O assalto ocorreu no dia 27, noite de sábado, e só foi concluído no domingo de manhã. Os ladrões passaram dez horas no interior do banco. O caso foi revelado no último fim de semana pelo "Domingo Espetacular", da TV Record, e só foi confirmado pela Polícia Civil paulista na tarde de segunda-feira.
Doze homens armados roubaram 170 cofres particulares de uma agência, no coração financeiro de São Paulo. Como o conteúdo dos cofres é sigiloso --só os clientes têm acesso--, será praticamente impossível mensurar o tamanho exato do prejuízo.
NATÁLIA CANCIAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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